Auxílio-Doença: direitos e passos para solicitar – explicando carência, atestados e quais provas importam

Auxílio-Doença: direitos e passos para solicitar – explicando carência, atestados e quais provas importam

Auxílio-Doença - Garantedireito

O Auxílio-Doença, atualmente chamado de Benefício por Incapacidade Temporária, é um dos benefícios mais solicitados junto ao INSS. Mesmo assim, milhares de pedidos são negados todos os meses, muitas vezes por falta de informação, documentação incompleta ou erros simples que poderiam ser evitados.

Se você está afastado do trabalho por motivo de saúde ou conhece alguém nessa situação, este conteúdo é essencial.


O que é o Auxílio-Doença?

O Auxílio-Doença é um benefício previdenciário pago pelo INSS ao segurado que fica temporariamente incapacitado para o trabalho ou para sua atividade habitual, em razão de doença ou acidente.

Esse benefício não exige incapacidade permanente. Ele é concedido enquanto durar a incapacidade, podendo ser:

  • prorrogado;
  • convertido em aposentadoria por invalidez, em alguns casos;
  • ou encerrado após recuperação da capacidade laboral.

Quem tem direito ao Auxílio-Doença?

Para ter direito ao Auxílio-Doença, o segurado precisa cumprir três requisitos principais:

1. Qualidade de segurado

É necessário estar contribuindo para o INSS ou estar dentro do chamado período de graça, que mantém a qualidade de segurado mesmo sem contribuições por um tempo determinado.

Empregados, autônomos, MEIs, domésticos e segurados facultativos podem ter direito, desde que estejam regulares.

2. Cumprimento da carência

Na maioria dos casos, o Auxílio-Doença exige 12 contribuições mensais ao INSS.

No entanto, existem exceções importantes:

  • Acidente de qualquer natureza;
  • Acidente de trabalho;
  • Doenças graves previstas em lei, como câncer, esclerose múltipla, hanseníase, entre outras.

Nessas situações, não há exigência de carência.

3. Incapacidade temporária comprovada

É indispensável comprovar, por meio de documentos médicos, que a doença ou condição de saúde impede o exercício da atividade profissional.

Esse é o ponto onde mais ocorrem negativas do INSS.


Carência: o que muita gente não entende

A carência é um dos aspectos que mais gera confusão. Muitas pessoas acreditam que não têm direito porque pararam de contribuir ou porque têm poucas contribuições.

O que poucos sabem é que:

  • O período de graça pode manter seus direitos;
  • Algumas doenças dispensam carência;
  • Contribuições antigas podem voltar a contar, dependendo do caso.

Por isso, uma análise individual é fundamental antes de desistir do pedido.


Como solicitar o Auxílio-Doença: passo a passo

1. Reúna toda a documentação médica

Antes de fazer o pedido, organize:

  • Atestados médicos recentes;
  • Laudos detalhados;
  • Exames (ressonância, raio-x, tomografia, exames laboratoriais);
  • Relatórios médicos bem elaborados.

2. Faça o pedido no INSS

O pedido pode ser feito:

  • Pelo site Meu INSS;
  • Pelo aplicativo Meu INSS;
  • Ou pelo telefone 135.

Durante o processo, você deverá agendar a perícia médica, que é decisiva para a concessão do benefício.

3. Compareça à perícia médica

A perícia é o momento mais importante do processo. O perito do INSS avaliará se há incapacidade para o trabalho.

⚠️ Atenção: muitos benefícios são negados não porque a pessoa não esteja doente, mas porque não conseguiu comprovar corretamente a incapacidade.


Atestado médico: o que não pode faltar

Um atestado médico simples, genérico ou incompleto quase nunca é suficiente. Para aumentar as chances de aprovação, o documento deve conter:

  • Identificação do médico (nome, CRM, assinatura);
  • Data recente;
  • Diagnóstico ou CID (quando possível);
  • Descrição clara da incapacidade;
  • Informação sobre o tempo estimado de afastamento;
  • Relação entre a doença e a atividade profissional exercida.

Quanto mais completo e detalhado for o atestado, maiores são as chances de sucesso.


Quais provas realmente importam para o INSS?

Além do atestado médico, outras provas são fundamentais:

✔ Relatórios médicos detalhados

Relatórios explicativos, descrevendo a evolução da doença, tratamentos realizados e limitações funcionais, fazem grande diferença.

✔ Exames médicos

Exames atualizados ajudam a comprovar a gravidade da condição de saúde.

✔ Prontuários e histórico médico

Demonstram que a doença não é recente ou simulada.

✔ Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT)

Obrigatória em casos de acidente ou doença ocupacional.


Principais motivos de negativa do Auxílio-Doença

Entre os motivos mais comuns de indeferimento estão:

  • Falta de carência (quando não analisada corretamente);
  • Perda da qualidade de segurado;
  • Atestados genéricos ou mal elaborados;
  • Falta de provas médicas consistentes;
  • Divergência entre o relato do segurado e os documentos apresentados;
  • Perícia médica desfavorável.

Muitas dessas negativas são injustas e podem ser revertidas.


O que fazer se o Auxílio-Doença for negado?

Se o INSS negar o benefício, não significa que você não tem direito.

Você pode:

  • Entrar com recurso administrativo;
  • Solicitar nova perícia;
  • Ou ingressar com ação judicial, dependendo do caso.

Em ações judiciais, um perito independente analisa a incapacidade, o que muitas vezes leva à concessão do benefício que foi negado administrativamente.


Quando procurar um especialista em direito previdenciário?

O ideal é procurar ajuda especializada:

  • Antes de fazer o pedido, para evitar erros;
  • Quando o benefício é negado;
  • Quando há dúvidas sobre carência ou qualidade de segurado;
  • Em casos de doenças graves ou acidentes de trabalho.

Um especialista consegue:

  • Analisar seu histórico contributivo;
  • Avaliar a documentação médica;
  • Orientar sobre as melhores estratégias;
  • Aumentar significativamente as chances de concessão.

Auxílio-Doença é um direito, não um favor

O Auxílio-Doença existe para garantir proteção financeira ao trabalhador em um momento de fragilidade. Infelizmente, o sistema do INSS é complexo e muitas pessoas acabam tendo seus direitos negados por falta de orientação adequada.

Informação correta e apoio profissional fazem toda a diferença.


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