Resposta direta: Não existe uma tabela oficial que fixe o tempo de afastamento por CID. No caso do F32.2 (episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos), o perito define o prazo caso a caso, geralmente entre 60 e 180 dias. Quando a incapacidade se prolonga, o benefício é renovado e, se for permanente, pode virar aposentadoria por incapacidade.
O que significam os códigos F32.2 e F33.2
Os códigos vêm da Classificação Internacional de Doenças (CID-10):
- F32.2 — Episódio depressivo grave sem sintomas psicóticos
- F33.2 — Transtorno depressivo recorrente, episódio atual grave sem sintomas psicóticos
- F32.3 — Episódio depressivo grave com sintomas psicóticos
Esses códigos indicam quadros de depressão de intensidade elevada, com prejuízo importante das atividades diárias e do trabalho. Justamente por isso, costumam sustentar pedidos de auxílio por incapacidade temporária.
- Existe tabela de tempo de afastamento por CID?
- Essa é a dúvida central. A resposta honesta é: não há uma tabela legal que diga “F32.2 = X dias”. O tempo de afastamento é definido pela perícia médica, que analisa o caso concreto, os laudos e a resposta ao tratamento. O perito fixa a DCB (data de cessação do benefício), que é a alta programada.
Ainda assim, a prática mostra faixas típicas de afastamento para depressão grave. A tabela abaixo é uma referência prática, não uma regra fixa:
| CID | Quadro | Faixa típica de afastamento |
|---|---|---|
| F32.0 / F32.1 | Depressão leve a moderada | 15 a 60 dias |
| F32.2 | Depressão grave sem psicose | 60 a 180 dias |
| F32.3 | Depressão grave com psicose | 90 a 180 dias ou mais |
| F33.2 | Depressão recorrente grave | 90 a 180 dias, renovável |
O que faz o prazo variar é a resposta ao tratamento, a existência de tentativa de suicídio, internações, uso de medicação de controle e o impacto na função exercida.
Quando o afastamento por depressão vira auxílio-doença
Para o INSS reconhecer o auxílio por incapacidade temporária com CID F32.2 ou F33.2, você precisa:
- Comprovar a incapacidade com laudo psiquiátrico detalhado, receitas e histórico de tratamento
- Ter qualidade de segurado (contribuindo ou no período de graça)
- Cumprir a carência de 12 contribuições, salvo exceções legais
O laudo deve ir além do código: precisa descrever sintomas, medicação, frequência das consultas e por que a pessoa está incapaz de trabalhar. Um atestado com apenas “F32.2 — 30 dias” costuma ser frágil na perícia.
Quando pode virar aposentadoria por incapacidade permanente
Se o quadro depressivo se torna crônico e sem perspectiva de recuperação para o trabalho, o auxílio temporário pode ser convertido em aposentadoria por incapacidade permanente (antiga aposentadoria por invalidez). Isso ocorre quando a perícia conclui que:
- A incapacidade é total e definitiva
- Não há tratamento ou reabilitação viável que devolva a capacidade laboral
Nesses casos, o benefício deixa de ter alta programada. O segurado passa por perícias de revisão periódicas (em regra a cada 2 anos), exceto quando dispensado por idade ou gravidade.
Como aumentar as chances de aprovação
- Junte relatório psiquiátrico recente, com CID, sintomas e tempo estimado
- Apresente histórico de tratamento contínuo (consultas, medicação, terapia)
- Se houver internação ou afastamento anterior, anexe os comprovantes
- Peça prorrogação nos últimos 15 dias do benefício se ainda estiver incapaz
- Em caso de negativa, entre com recurso ou avalie a via judicial
FAQ
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Falar com especialista INSS1. O INSS afasta quantos dias com CID F32.2?
Não há prazo fixo. O perito define individualmente, e na prática o afastamento por depressão grave costuma variar de 60 a 180 dias, renovável enquanto durar a incapacidade.
2. Depressão dá direito a auxílio-doença mesmo?
Sim. Depressão grave (F32.2, F33.2) é causa reconhecida de incapacidade para o trabalho, desde que comprovada por laudo e perícia, e cumpridos qualidade de segurado e carência.
3. Preciso fazer perícia presencial para depressão?
Muitas vezes sim. Casos psiquiátricos costumam ser encaminhados para perícia presencial, porque exigem avaliação clínica além dos documentos.
4. Depressão tem carência para o INSS?
Em regra, sim: 12 contribuições. A carência é dispensada quando a incapacidade decorre de acidente. Transtornos mentais graves seguem a regra geral, salvo enquadramento específico em lei.
5. Quando a depressão vira aposentadoria pelo INSS?
Quando a perícia conclui que a incapacidade é total e permanente, sem perspectiva de retorno ao trabalho nem de reabilitação. Aí o auxílio temporário é convertido em aposentadoria por incapacidade permanente.
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